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O marco inicial

Primeiramente,

prazer, sou o Luiz Felipe, mais um entre tantos outros "Luizes" por esse mundo cada dia mais frenético na advocacia. Embora tanto enérgica seja a profissão, sou também mais um apaixonado pela arte do advogado.

Digo arte, pois remontando à Roma antiga, já existiam os representantes judiciais por meio dos advocati, que desde então, somente os advogados detinham o conhecimento para representar pessoas simples ou rudes e se dirigir às autoridades do império. Nada mau não é?

Arte também, pois desde àquela época, já era muito prestigiado o exercício da profissão, que hoje serve de parâmetro pra muitos bacharéis e tantos estudiosos na véspera dos vestibulares. Embora a nobreza do ofício, pois defender um cliente e vencer a causa é muito gratificante, exige realmente a total e inteira vocação para exercê-la, e não somente o querer. É preciso ter algo a mais, sobretudo a coragem de encarar todo e qualquer desafio numa sociedade altamente globalizada e complexa hoje em dia, muitos dão por outro caminho face esse "sacrifício" pra alguns, voltando para o concurso público, cruel...

Nesse sentido, um ponto plausível de se ater, até para levar ao conhecimento de quem nos assiste por curiosidade, o profissional advogado, atualmente se encontra sobrecarregado de afazeres durante a rotina diária de trabalho. Em outras letras, hoje, pela quantidade de informação e do elevado número de ações que se compromete na defesa plena do direito do cliente, não mais se vê o advogado dos velhos tempos, atuando num contexto de sociedade em menor número de demandas e divergências do cotidiano.

A advocacia converteu-se em profissão organizada quando o imperador Justino constituiu, no século VI, a primeira Ordem de Advogados no império romano do oriente, obrigando o registro de todos para o exercício da advocacia.

O dia 11 de agosto representa o "Dia do Advogado", data que marca a criação em 1827 do primeiro curso de direito no Brasil. Naquele tempo, para se ter uma idéia do prestígio, o dia da "pendura" não foi por acaso, mas pela gratidão dos comerciantes aos doutores do processo judicial, estes felizes pois não pagavam a conta e deixavam os outros mais pobres, todavia contentes pela comemoração de uma data louvável. Atualmente, não se vê tanta frequência da pendura pelo comércio no dia 11 de agosto, certamente pelo fato do grande "boom" de profissionais e estudantes de direito no país.

Como um primeiro palpite, espero ter começado bem essa caminhada jurídica virtual.

De Cabo Frio, 25.VII,09.

Luiz Felipe Cordeiro Cozzi

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