Na vida jurídica, nos deparamos muito com situações que envolvem não só o ego de uma pessoa, mas também o caráter do profissional. O advogado confia ao seu constituinte todos os seus princípios, moral, ética, confiança, e sobretudo, a responsabilidade dos seus atos.
De outra banda, o cliente também deve fazê-lo, posto que assume juntamente com o seu advogado uma relação recíproca, certo de que a confiança deve sempre sobressair. Mas, infelizmente, este não é o cenário que prevalece em muitos os casos.
Apenas para ilustrar essa questão, há processos judiciais em que a parte autora da ação não tem direito algum sobre a tutela pretendida, e mesmo assim, obtêm a procedência, com condenações absurdas de obrigação impossível de ser cumprida pela parte sucumbente. São situações delicadas, cuja junção dos fatos desvirtuam a verdade real, induzindo o juiz da causa ao erro e acabam por enriquecer a parte ilicitamente, muitas às vezes pela falta de ética e caráter do advogado e seu constituinte, este que por sua vez, em alguns casos não toma conhecimento desse desenrolar tumultuado no processo.
Por isso, não podemos ser cúmplices de nossos clientes, e o principal, assumir um papel que defenda a ética, lealdade e a busca da verdade real. Não podemos esquecer o juramento feito quando recebemos a carteira da OAB.
Lembremo-nos da frase de Domenico de Masi em sua obra:
Lembremo-nos da frase de Domenico de Masi em sua obra:
“Em uma sociedade voltada à prestação de serviços, a fidelidade do cliente será a maior vantagem competitiva. A ética de um profissional será seu mais alto patrimônio. Apenas os homens de caráter vencerão nesse mundo”.

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