Pular para o conteúdo principal

A Emoção e a Regra

Na vida jurídica, nos deparamos muito com situações que envolvem não só o ego de uma pessoa, mas também o caráter do profissional. O advogado confia ao seu constituinte todos os seus princípios, moral, ética, confiança, e sobretudo, a responsabilidade dos seus atos.

De outra banda, o cliente também deve fazê-lo, posto que assume juntamente com o seu advogado uma relação recíproca, certo de que a confiança deve sempre sobressair. Mas, infelizmente, este não é o cenário que prevalece em muitos os casos.

Apenas para ilustrar essa questão, há processos judiciais em que a parte autora da ação não tem direito algum sobre a tutela pretendida, e mesmo assim, obtêm a procedência, com condenações absurdas de obrigação impossível de ser cumprida pela parte sucumbente. São situações delicadas, cuja junção dos fatos desvirtuam a verdade real, induzindo o juiz da causa ao erro e acabam por enriquecer a parte ilicitamente, muitas às vezes pela falta de ética e caráter do advogado e seu constituinte, este que por sua vez, em alguns casos não toma conhecimento desse desenrolar tumultuado no processo.

Por isso, não podemos ser cúmplices de nossos clientes, e o principal, assumir um papel que defenda a ética, lealdade e a busca da verdade real. Não podemos esquecer o juramento feito quando recebemos a carteira da OAB.

Lembremo-nos da frase de Domenico de Masi em sua obra:

“Em uma sociedade voltada à prestação de serviços, a fidelidade do cliente será a maior vantagem competitiva. A ética de um profissional será seu mais alto patrimônio. Apenas os homens de caráter vencerão nesse mundo”.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Muito mais do que um simples ambiente operacional e consultivo, uma advocacia de verdade traz um diferencial estratégico para qualquer empresa. Por isso primamos pela excelência e oferecemos uma camada informacional no ambiente de negócios constante, o que nos permite ter autonomia, transparência e agilidade, tanto para nossa estratégia, quanto para os clientes. Há mais de 20 anos na área empresarial, com foco em estruturação de negócios e assessoria estratégica, negocial e contratual.
https://www12.senado.leg.br/ecidadania/visualizacaoaudiencia?id=29280

TJSP - Negada indenização a proprietário de veículo atingido por queda de poste da CPFL

A 11ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça de São Paulo negou o recurso de Regina Célia Nascimento Ornela Pontes que pedia indenização da Prefeitura de Santos e da Companhia Piratininga de Força e Luz S.A (CPFL) por ter seu veículo atingido pela queda de um poste de iluminação pública, em dezembro de 2001.  Segundo Pontes, um caminhão carregando lenha tentou parar em frente a uma pizzaria e se enroscou nos cabos de fiação do poste, desestabilizando-o em virtude de problemas estruturais. Sustentou que o caminhão de entrega estava dentro do padrão especificado de altura e largura, que a fiação existente no local é de responsabilidade da CPFL e que já havia um pedido a substituição do referido poste. Por isso, pleiteou a reparação dos danos materiais e morais. A prefeitura alegou que a iluminação pública é de responsabilidade da companhia e sustentou que a culpa não ficou demonstrada, cabendo à autora comprovação de eventual falha existente. A CPFL ...